Coronel Ataliba
era o nome de um fazendeiro que viveu no século passado.
Possuía grandes
quantidades de terra. Ele era semi-analfabeto e ignorantão. Mas era também um tanto
presunçoso, porque tinha tido dinheiro a “rodo”. Ataliba era um daqueles que não acreditava em ciência. Para ele, o estudo e a Educação, cheiravam perda de tempo.
ESCOLA DA FAZENDA
Ataliba, era um homem dos bens antigos dos que, até rapé ainda tomava. Certo dia, Ataliba foi visitar
uma pequena escola que havia em sua fazenda (ver imagem) onde foi muito bem
recebido pelos alunos e a professora. Aconteceu que estando ali, ele foi abordado por uma menina estudante por nome Sizinha (ver imagem) que, contava ao coronel, algo sobre o progresso científico, alguma coisa que ela acabavam de aprender dos livros.
Ataliba deu uma risadinha irônica, e retrucou (ver imagem): “ainda bem que eu não
estudei” Eu não acredito (nem morto) nessa tal história de ciências, mas o que eu sei, é
que estes sábios, são uns pulhas, uns sem vinténs, ao passo que homens como eu
criados no trabalho e na ignorância vivem fartos e com dinheiro no
banco. Eu não me envergonho de dizer que eu sou o analfabeto que deu certo.
A garota estudante um tanto ofendida com a bobagem do “visitante” disse-lhe:“Então coronel, lá na sua fazenda, quando o senhor
deseja fazer um serviço qualquer, que camarada escolhe? Um que sabe fazer o
serviço, ou um que não sabe?” “É claro que escolho o que sabe, do contrário vem
asneiras.” disse ele. “Então coronel, isto prova que você acredita na ciência,
quando você tem a capacidade de escolher o melhor".
“Eu fico envaretado mesmo, disse ele, é com certas coisas que os livros dizem.” Essas
lorotas. Dê um exemplo de lorota. Pediu uma das meninas; O coronel ficou atrapalhado, porque como não lia livro nenhum, ignorava as “lorotas” que vem dos livros, e engasgou. Vamos? Disse-lhe a menina. Foi quando Ataliba argumentou.
“Por exemplo, esse negócio da Terra ser
redonda, isso é conversa pra boi dormir!”
A menina moça, teve dó dele e imaginou consigo, que homem burro! “Se a Terra não é redonda coronel,
que forma tem?” – perguntou a estudante
“A Terra é montanhosa.” Respondeu o
Camaleão. “Não está vendo?” É montanha daqui, é montanha dacolá, e várzeas que não
acabam mais. Redondeza, mesmo, não se vê nenhuma.”
A esstas alturas menina estudantes , já se via em papos de “aranha”com a burrice do coronel. E de volta à sala de aula ela comentou: os argumentos da burrice são tão disparatados, que até tonteiam uma pessoa instruída.

Foi quando chegou dona Valda, professora de
ciências gerais, e entrou no mérito da questão.
Comadre Valda, me perdoe disse o “coronel”.
“Acho que vocês andam ensinando demais essas crianças, não precisa tudo isso. Apesar de eu nunca ter aberto um livro, me arranjei muito bem na vida, e fiquei rico.”Estudo é coisa de gente desocupada"
Dona Valda lembrou-se do caso do conto do “bonde”
sorriu e disse: “Nesta vida compadre, agente às vezes enriquece sem saber como,
e nem por que, mas quando perde tudo, quanto ganhou, é sempre por uma razão:
ignorância”. Eu procuro ilustrar o espírito dos alunos não para que eles ganhem
dinheiro, já que isso depende de sorte, mas para que não percam se caso
ganharem, para que não comprem “bondes” por ai.
O coronel avermelhou; sempre que faziam alusões ao celebre
caso dos quatros bondes por ele comprados no Rio de Janeiro, o coronel ficava
cor de pimenta, e desconversou. Pobre coronel, depois de ter ficado bastante bem com a venda de suas terras, mudou-se para o Rio de Janeiro, e caíra nas unhas dos piratas, voltando quase sem nada. Estava agora recomeçando a vida num sítio comprado por ali, tão ruinzinho que nem milho dava. A sorte o fizera enriquecer, a ignorância o reduzira a nada e, no entanto ainda tinha dúvidas, quanto o saber.
Compadre Ataliba, a riqueza que quero para meus netos, compadre, é uma que eles possam guardar onde ninguém furte, na cabeça. A riqueza material compadre, é areia no deserto, os ventos
sopram e elas se acumulam aqui, ora ali, mas quem tem a riqueza no miolo, ah,
esse está garantido contra todos os azares da vida disse a professora.
Pois é. “Com a
senhora ninguém pode comadre!” Tem resposta pra tudo, e das que atrapalham. Parece que é assim mesmo... Meu pai não me deu estudo; só me deu terras.
Afinal de contas, as minhas belas fazendas (ver imagem) se foram todas por conta da minha
ignorância e sxclamou: Pois é comadre Valda, eu tava com o burro na sombra , e não sabia! Quem
tem razão é a senhora comadre!
Ataliba agora fazia por acreditar no estudo. Os olhos
do coronel arregalavam-se mais e mais, agora prazeroso em ver ali naquela sala
de aula, os alunos empenhados a aprender cada vez mais as lições.
“Mas quem o convenceu, não foi eu” – disse dona
Valda
“E nem tão pouco a Sizinha estudante! . Foi
à ciência e suas extenções! E com muito respeito Dona
Valda concluiu dizendo: Muito obrigada pela visita. Vai com Deus meu filho”.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
CIÊNCIA; O QUE É?
Ultimamente, muito tem se falado em ciências. Existe um Tsunamy de ciências. Mas, em fim ciências. o que é? Boa pergunta! Mas antes de responder a este quesito importantissimo, sinto-me na obrigação de afirmar que os sábios a criaram para comodidade nossa. Muita gente fala muito em ciências mas no entanto, não sabem, bem, bem, bem o que ela é. A ciência está na mira dos exejétas. Ela pode ser explorada nos livros cientificos, basta que a gente os leia. A ciência tem como propósito especulativo, levar pessoas a saber tudo quanto existe no mundo e fazer descobertas incriveis. Ciência é uma coisa muito simples. Ciência é tudo quanto sabemos. e como sabemos? Só lembrando que a ciência teve origem. Aliás, ela começou com aquilo que chamamos de progresso o qual não passa de aplicação da ciência à vida do homem.
Verdade!
ResponderEliminarToda ciência tem como base os estudos!
Gostei da ilustração da Sizinha e do coronel.
Parabéns!